segunda-feira, 2 de novembro de 2009



"A vida sem liberdade é tempo sem primavera é corpo sem alma é noite sem lua."

Roberto Medeiros no poema - Lenira veio do mar

domingo, 1 de novembro de 2009

Trova - não existem crianças vadias....


Juiz de Fora. Roberto Medeiros, poeta, compositor, pensador político sentado a mesa bebia acompanhado por amigos. Entra no bar um menino e falando com um fazendeiro, sentado a mesa ao lado pediu uns trocados para matar a fome.
O fazendeiro com voz alta e de modo grosseiro negou - "Sai vadio". - o menino saiu com o semblante espantado e apavorado. Constrangimento geral entre os presentes. Um silêncio tomou conta do ambiente. Roberto, silenciosa e discretamente escreveu em um guardanapo de papel alguma coisa, dobrou-o e o deixou sobre a mesa.
De repente alguém por acaso abriu o guardanapo e curioso viu o escrito. Ficou de pé pediu a atenção de todos e levou em voz alta o que escrevera Roberto.

" NÃO EXISTEM CRIANÇAS VADIAS E AS QUE ESMOLAM AOS SEUS PÉS, SÃO ANJOS QUE DEUS ENVIA, PARA SABER QUEM TU ÉS".

Quase todos os presentes se levantaram e foram até Roberto para abraçá-lo.